‘Urubus e sabiás’ de Rubem Alves

Li este texto hoje, dia 11 de outubro de 2013 na timeline de Elisa Freire Moreau no Facebook.
Não consegui não reproduzi-lo aqui, afinal, ilustra com maestria as ditas “hierarquias” e para que elas servem.
E este é o ponto: elas servem para que, mesmo? “… ordem, hierarquia, comando, controle, disciplina, obediência, honra, dever, bravura, heroísmo…” ? [1]

“Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam… Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranqüilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás… Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa , e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

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Glocal

Glocal e duas definições na wikipedia:

(1) Glocalization (a portmanteau of globalization and localization) is a term denoting the adaptation of a product or service specifically to each locality or culture in which it is sold. It is similar to internationalization. The term “glocalization” is a newly coined blend of globalization and localization refers to a concept to describe individual, group, organization, product or service that reflects not only global standard but also local one.

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Falta convivência glocal …

Uma reportagem hoje no jornal “Folha de São Paulo”, sobre o programa federal “Mais Médicos”, fala sobre o alto grau de deterioração e descaso em postos de saúde no interior do Brasil, e em particular em postos no nordeste.

Ao final da reportagem, frase que provavelmente sintetiza a fala de vários prefeitos:

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Perguntas comuns do empreendedor em rede [Madalena 80]

Oswaldo Oliveira
27 de agosto de 2013 às 11:39

Nota da editora: As “perguntas comuns de um empreendedor em rede” foi escrita por Oswaldo Oliveira para o empreendimento coletivo “Madalena 80” *. Ele serve ao grupo “Convivências Glocais” de uma maneira óbvia, mas serve muito bem também ao grupo “espiritualidade”, o que não é tão óbvio.
O que estiver entre colchetes [ ] é intervenção de Maria Thereza do Amaral.

Viver em rede é um aprendizado novo, está em construção e não tem fórmulas prontas.

O que existe por enquanto são pessoas investigando, exercitando, experimentando e compartilhando aquilo que aprendem.

Sem nenhuma presunção, quero compartilhar alguns dos obstáculos que enfrentei tentando empreender em rede e o que aprendi com eles. São obstáculos que aparecem para outras pessoas e talvez estas informações sejam úteis.Vou organizar os tópicos por perguntas.

Perguntas que me fiz e que vejo as pessoas se fazendo:

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