Oferecer

GUSTAVO GITTI

“Quando você for para o trabalho, para a faculdade, para uma balada, não vá com uma postura de buscar algo, conseguir algo, sugar algo do local ou das pessoas. Vá para oferecer, vá para gentilmente entregar às pessoas as qualidades de sua simples presença. Ofereça qualquer coisa. Um olhar profundo já é muito hoje em dia. Vá para os lugares e apenas treine olhar tudo com um olhar de abismo. Muitas pessoas precisam só disso: serem olhadas, contempladas suave e lentamente, reconhecidas em sua manifestação mais sutil, tocadas de alguma forma e conectadas com um outro que as transcende e reacende o mistério que as faz viver.

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Desobedeça

No Facebook, uma série de fotos, colocadas como se fosse ‘uma apresentação de slides’ do Augusto de Franco, mostra visualmente conceitos como o ‘Desobedeça’, ‘Resista a tentação de pertencer a UM grupo’, e outros.

Para assistir, clique no link abaixo e daí é só ir clicando para vir a próxima imagem.

Desobedeça

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Falta convivência glocal …

Uma reportagem hoje no jornal “Folha de São Paulo”, sobre o programa federal “Mais Médicos”, fala sobre o alto grau de deterioração e descaso em postos de saúde no interior do Brasil, e em particular em postos no nordeste.

Ao final da reportagem, frase que provavelmente sintetiza a fala de vários prefeitos:

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Perguntas comuns do empreendedor em rede [Madalena 80]

Oswaldo Oliveira
27 de agosto de 2013 às 11:39

Nota da editora: As “perguntas comuns de um empreendedor em rede” foi escrita por Oswaldo Oliveira para o empreendimento coletivo “Madalena 80” *. Ele serve ao grupo “Convivências Glocais” de uma maneira óbvia, mas serve muito bem também ao grupo “espiritualidade”, o que não é tão óbvio.
O que estiver entre colchetes [ ] é intervenção de Maria Thereza do Amaral.

Viver em rede é um aprendizado novo, está em construção e não tem fórmulas prontas.

O que existe por enquanto são pessoas investigando, exercitando, experimentando e compartilhando aquilo que aprendem.

Sem nenhuma presunção, quero compartilhar alguns dos obstáculos que enfrentei tentando empreender em rede e o que aprendi com eles. São obstáculos que aparecem para outras pessoas e talvez estas informações sejam úteis.Vou organizar os tópicos por perguntas.

Perguntas que me fiz e que vejo as pessoas se fazendo:

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Sobre comunidades e ‘comunidades’

[em construção]

O nome do grupo ‘comunidade’ foi mudado para ‘convivências glocais’ por termos pensado em conjunto [1] sobre a inadequação do termo ‘comunidades’ para abranger, e mesmo definir, o que estamos fazendo em nossos ‘grupamentos de interação’.

Mas depois de conversas com Rafael Pires na última segunda feira [2], fiquei com a insistente sensação que seria cedo para desistirmos da palavra ‘comunidade’, mesmo que tenhamos que achar nossa conceitução e definição para os ‘grupamentos de interação’ que acontecem em convivências glocais.

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UMA BOA CONVERSA SOBRE O PROCESSO DE DISTRIBUIÇÃO

Augusto de Franco
[Este post foi originalmente feito como um comentário a um post do Nilton Lessa no grupo http://www.facebook.com/groups/WGAlternativeLearning/permalink/260862220717549/%5D

O que já é pacífico. Organização bottom up (emergente) não é hierarquia. Hierarquia é organização top down (concebida e aplicada antes da interação). Agora vamos ao que não é pacífico (ainda):

1) Organização em seres vivos não-humanos não gera hierarquias. Por alguma razão, a hierarquia não advém: sobrevém. Então exemplos de redes distribuídas em sistemas não-humanos esclarecem muitas coisas sobre organizações humanas (sociais), inclusive fornecem elementos para a compreensão da fenomenologia da interação ligada à topologia (como o estudo da Deborah com as formigas revelou), mas não podem fornecer elementos para o entendimento da interação em campos hierárquicos.

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VARRENDO PARA DENTRO? – Augusto de Franco

Augusto de  Franco

Sobre as circularidades da corrente interativa que não queremos deixar escapar

Há três anos alguns amigos estamos repetindo uma frase que à primeira vista pode parecer surpreendente: nós já descobrimos a “fórmula” e a “fórmula” é a rede. Esta frase quer dizer que não há caminho para a rede, pois a rede é o caminho; ou seja: que para chegar a novas formas de convivência e de organização mais distribuídas do que centralizadas, não há alternativa senão começar a praticar – hoje, não amanhã – formas de convivência e de organização mais distribuídas do que centralizadas.

Isto é a transição para a rede. Não há como adotar formas de convivência e de organização mais centralizadas do que distribuídas como estratégia para se chegar a formas de convivência e de organização mais distribuídas do que centralizadas. Não há como usar uma organização fechada como meio para se chegar a uma organização aberta.

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